A Federação de Futebol da Nova Zelândia (NZF) anunciou nesta sexta-feira (14) que retirou seu apoio ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, e pediu uma revisão independente do plano que visa abrir a entidade a investidores privados. Essa decisão vem após um aumento nas críticas ao dirigente ítalo-suíço, que está no cargo desde 2016. Na semana passada, três confederações — Europa, América do Norte, América Central e Caribe, e Ásia — assinaram uma carta aberta questionando a confiança em Infantino, afirmando que ele havia rompido laços por meio de “artimanhas”.
A NZF se tornou o mais novo membro da FIFA a se posicionar contra Infantino. Em seu comunicado, a federação destacou que algumas decisões e ações dentro da FIFA contribuíram para a falta de confiança e a divisão crescente no futebol internacional. Para eles, uma revisão independente é fundamental para recuperar a credibilidade da entidade. O grupo também enfatizou que este é um momento crucial para que todas as associações-membro da FIFA busquem uma governança mais forte e transparente.
A decisão da NZF foi divulgada após uma reunião da Confederação de Futebol da Oceania (OFC), da qual é membro. Apesar de apoiar a ideia de uma governança melhor, a OFC não pediu a saída de Infantino. Eles ressaltaram que uma boa gestão e o respeito aos processos institucionais são essenciais para o desenvolvimento sustentável do futebol.
A FIFA, por sua vez, respondeu às críticas, acusando as confederações de tentarem “minar” a entidade e o próprio Infantino. O cenário político no futebol mundial continua tenso, e a situação promete novos desdobramentos nos próximos meses, especialmente com a aproximação das eleições para a presidência da FIFA, previstas para março de 2027.