Na última quinta-feira (13), um perito fez declarações importantes durante o julgamento da equipe médica que acompanhou Diego Maradona, que faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos. Ele morreu devido a uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, enquanto recebia cuidados domiciliares em Tigre, na Argentina. O cardiologista Gustavo Di Niro, que faz parte da junta médica responsável por investigar as circunstâncias da morte do ídolo do futebol, afirmou que a deterioração da saúde de Maradona poderia ter sido identificada antes de sua morte, sugerindo que a equipe médica deveria ter intensificado os cuidados.
Durante seu depoimento, Di Niro destacou que Maradona apresentava sinais de alerta, como lesões cardíacas preexistentes, e que o acúmulo de líquidos em seu corpo não era compatível com uma morte súbita. Ele criticou a equipe médica por não ter tomado as medidas necessárias diante dos sintomas, como falta de ar e hipertensão, e defendeu que, ao perceber a disfunção orgânica, o jogador deveria ter sido transferido para um hospital em vez de permanecer sob cuidados domiciliares.
Esse julgamento envolve sete profissionais de saúde, que respondem por homicídio com dolo eventual, indicando que eles tinham ciência de que suas ações poderiam resultar na morte de Maradona. Embora cada um tenha suas próprias estratégias de defesa, todos alegam ser inocentes. O caso continua a repercutir amplamente, e as próximas audiências devem revelar mais detalhes sobre a tragédia que envolveu um dos maiores nomes do futebol mundial.