Na última semana, a Câmara dos Deputados não incluiu na sua pauta o Projeto de Lei que tipifica a misoginia como crime de preconceito. Apesar do apelo da primeira-dama, Janja Lula da Silva, para que o projeto fosse discutido antes das eleições, isso parece improvável. Os deputados só voltarão a se reunir na última semana de agosto, em um esforço concentrado para votar outras pautas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que só levará a proposta ao plenário se houver consenso entre os partidos, evitando discussões acaloradas nesse período pré-eleitoral.
Os governistas estão pressionando para que o projeto avance, enquanto partidos da oposição, como o PL e o Novo, se mostram contrários. O texto já foi aprovado no Senado e, se passar na Câmara, seguirá para sanção presidencial. O projeto inclui a misoginia na lista de crimes de preconceito, equiparando-a ao crime de racismo. A falta de acordo entre as legendas tem dificultado o progresso dessa proposta.
Para quem deseja acompanhar o andamento desse e de outros projetos, as sessões da Câmara podem ser assistidas online, e documentos relacionados às pautas estão disponíveis no site oficial da Câmara dos Deputados. Além disso, canais de denúncia e contato podem ser acessados pelos cidadãos que queiram se informar ou expressar suas opiniões sobre as propostas em tramitação.
Os próximos passos para o PL da Misoginia dependem da agenda de votação e da disposição dos deputados em discutir o tema. Audiências públicas e fiscalizações de órgãos podem ser convocadas, mas, até o momento, a expectativa é de que o projeto não seja pautado antes das eleições.