Recentemente, a Meta, empresa controladora do Facebook, entregou à Justiça Eleitoral de São Paulo relatórios que revelam a origem de informações falsas contra o governador Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos. Essas informações, que circulavam nas redes sociais, foram impulsionadas por contas criadas fora do Brasil, utilizando e-mails descartáveis que dificultam a identificação dos responsáveis. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) deu um prazo de 48 horas para que a Meta forneça os dados do financiador dessas publicações.
A campanha de Tarcísio, que já está atuando desde junho para que a Meta revele a autoria das fake news, questionou postagens que afirmavam que ele havia vendido a Sabesp, a companhia de saneamento, a um banco. Essa privatização ocorreu em 2024, através de uma oferta pública de ações. Além disso, outra postagem acusava Tarcísio de não cumprir a promessa de que a privatização não resultaria em aumento nas tarifas de água. Essas informações foram divulgadas por páginas anônimas, que alcançaram cerca de 171 mil usuários e geraram um gasto de aproximadamente R$ 2.000 em anúncios.
A Meta alegou que, por lei, só é obrigada a fornecer dados básicos de conexão dos usuários e não tem obrigação de guardar informações adicionais sobre faturamento. A empresa também argumentou que os dados técnicos que já foram fornecidos são suficientes para identificar os autores das postagens. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe, durante o período eleitoral, o impulsionamento de críticas que visem descreditar adversários. O diretório do Republicanos conseguiu derrubar 21 publicações críticas a Tarcísio até o mês passado, e a Justiça já impôs multas à Meta por descumprimento de ordens.
Para quem quiser acompanhar o desenrolar desse caso, as sessões podem ser acompanhadas pela plataforma do TRE-SP, e denúncias sobre desinformação podem ser feitas diretamente na ouvidoria do tribunal. A expectativa é que novos desdobramentos ocorram em breve, com a justiça analisando as ações em andamento.