August 13, 2026
Política

PCO Utiliza Fundo Eleitoral para Remuneração de Filiados como Fornecedores em 12 de Agosto de 2026

  • agosto 13, 2026
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O PCO (Partido da Causa Operária) utilizou R$ 2,69 milhões do fundo eleitoral para contratar serviços de membros do próprio partido nas eleições municipais de 2024. Essa informação

PCO Utiliza Fundo Eleitoral para Remuneração de Filiados como Fornecedores em 12 de Agosto de 2026

O PCO (Partido da Causa Operária) utilizou R$ 2,69 milhões do fundo eleitoral para contratar serviços de membros do próprio partido nas eleições municipais de 2024. Essa informação foi revelada na prestação de contas do partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Polícia Federal está investigando se alguns desses recursos foram desviados ou usados de maneira irregular. Rui Costa Pimenta, presidente do partido, defende que não há ilegalidade, afirmando que a legislação não obriga a contratação de empresas sem vínculo partidário.

O PCO recebeu um total de R$ 3,4 milhões do fundo eleitoral em 2024. Desses, R$ 442,3 mil foram destinados à Zaira Produtora de Vídeo e Áudio, que pertence a Perciliane Marrara Silva, candidata ao Senado pelo PCO. Além disso, a loja de produtos do partido recebeu R$ 299,8 mil, e a JCO Gráfica e Editora, que pertence ao genro de Rui Costa Pimenta, recebeu R$ 925,7 mil. A gráfica foi aberta em 2021 e é dirigida por Rafael Dantas Porto Nascimento, que também é membro da direção nacional do PCO. Ao todo, pelo menos 12 membros do partido estão listados como fornecedores, com oito deles tendo sido candidatos em eleições anteriores.

Na terça-feira (11), Rui Costa Pimenta foi alvo de uma operação da PF, que investiga possíveis desvios de recursos dos fundos partidário e eleitoral. A polícia identificou indícios de repasses a empresas sem capacidade operacional correspondente aos valores recebidos e suspeitas de vínculos entre os destinatários e a estrutura do PCO. Rui criticou a operação e a considerou uma forma de perseguição política. O PCO, em nota, classificou a ação como ilegal e uma tática de intimidação. Para acompanhar o desenrolar da situação, é possível acessar os documentos da prestação de contas no site do TSE e ficar atento às atualizações da PF sobre o caso.

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