No último sábado, a convenção de Flávio Bolsonaro ficou marcada por ser a primeira na qual o candidato não foi o foco principal. Durante o evento, o deputado Javier Milei fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ofereceu um apoio um tanto contido a Flávio. Além disso, o destaque ficou para um vídeo gerado por Inteligência Artificial com Jair Bolsonaro, que ainda levanta questões sobre suas implicações legais.
O uso de deep fake, tecnologia que simula a voz e imagem de uma pessoa, é proibido para enganar eleitores ou atacar adversários, mas, à primeira vista, o vídeo não parece infringir essas regras. Ele foi criado para apoiar Flávio e não para criticar qualquer outro candidato. Logo no início, o vídeo deixou claro que se tratava de uma criação de IA, embora muitos já saibam que Jair Bolsonaro está preso e sem comunicação. No entanto, essa situação levanta um questionamento, pois, ao aparecer no vídeo, a versão virtual de Bolsonaro pode ser vista como uma contestação à decisão do STF que o prendeu.
A discussão sobre o uso de deep fake está em andamento no TSE e no STF, com o primeiro, sob a liderança do ministro Nunes Marques, possivelmente adotando uma abordagem mais branda, enquanto o STF, com Alexandre de Moraes, tende a ser mais rígido. Embora uma cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro seja improvável, é possível que surjam penalizações. Esses embates entre os tribunais refletem uma disputa mais ampla sobre a condução do processo eleitoral, e essa situação pode finalmente estabelecer regras claras sobre o uso de IA em campanhas.
Para quem deseja acompanhar de perto essas discussões, é possível acessar o site do TSE e do STF, onde são disponibilizados documentos e informações sobre as decisões. Além disso, as sessões são transmitidas ao vivo pelas redes oficiais dos tribunais. Fique atento às próximas movimentações, pois novas audiências e discussões sobre o tema estão previstas.