A Polícia Federal (PF) expressou descontentamento com as operações da Receita Federal no combate ao tráfico internacional de drogas, mas a Receita reafirmou sua intenção de continuar atuando nessa área, alegando que as competências dos dois órgãos são complementares. O clima tenso entre eles se intensificou após uma operação em junho, onde a Receita apreendeu mais de 260 toneladas de madeira, considerada a maior da sua história, mas não encontrou indícios de cocaína na carga. Policiais federais criticaram os auditores da Receita, acusando-os de “usurpação de função” e afirmando que algumas dessas operações podem prejudicar investigações em andamento.
A Receita, por sua vez, garantiu que está investindo em inteligência de dados e colaboração internacional para se adaptar às novas táticas dos criminosos. Em 2025, a Receita registrou a apreensão de 80 mil toneladas de drogas, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Dentre as apreensões, 75,3% foram de maconha, 22,2% de cocaína e 2,5% de outras substâncias. Funcionários da Receita, que preferem não se identificar, comentaram que é importante resolver questões internas e que o controle de fronteiras deve ser uma responsabilidade compartilhada.
Em relação à falta de drogas na carga de madeira, a Receita informou que ainda espera resultados de análises do Instituto Nacional de Criminalística. Eles destacaram que a ausência de confirmação de indícios de drogas é algo que pode ocorrer e não deve desestimular as ações contra organizações criminosas.
Para quem quiser acompanhar mais sobre as operações e ações da Receita e da PF, é possível acessar as páginas oficiais de ambos os órgãos e ficar por dentro das novidades. As informações sobre as audiências e tramitações também podem ser consultadas por meio de canais de transparência disponíveis online.