No último sábado (25), durante a convenção do PL, um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro foi exibido, gerando polêmica. A defesa de Flávio Bolsonaro, que também é do PL, apresentou um documento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmando que o vídeo não tem a intenção de enganar e que não se trata de propaganda eleitoral antecipada. A ex-ministra Maia Claudia Bucchianeri, que assina a defesa, argumenta que a gravação foi apenas uma simulação, já que Bolsonaro não estava presente devido a sua situação judicial.
A representação contra o uso do vídeo foi feita pela Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT, no dia seguinte ao evento. Eles pedem que o TSE proíba a divulgação do material e aplique uma multa de R$ 30 mil por cada publicação. Os denunciantes alegam que o conteúdo possui forte apelo eleitoral e que a utilização de inteligência artificial poderia prejudicar a igualdade de condições na disputa. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, foi designado como relator do caso e deve decidir sobre a regularidade do vídeo.
O vídeo de 46 segundos mostra Bolsonaro explicando que a imagem é uma simulação, enquanto pede apoio para seu filho, Flávio, como candidato. A defesa de Flávio argumenta que a proibição de deep fake se aplica apenas a conteúdos que buscam enganar. Eles também sustentam que a exibição do vídeo ocorreu em um evento fechado do partido e não constituiu uma campanha explícita.
Acompanhar a tramitação desse caso pode ser feito através do site do TSE, onde é possível acessar documentos e mais informações sobre o julgamento. O próximo passo envolve a análise do relator e, dependendo da decisão, o caso pode ser levado ao plenário do tribunal para validação.