Na última terça-feira (28), em um evento de negociação entre Brasil e Coreia do Sul, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou declarações recentes do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez comentários sobre a política brasileira. Alckmin afirmou que a intromissão de Milei em assuntos eleitorais do Brasil foi “grosseira” e lamentou que um líder de um país vizinho se envolva em questões internas. Ele destacou a importância do Brasil como maior parceiro comercial da Argentina e mencionou que o Mercosul vive um bom momento, com acordos em andamento com países como Suíça e Noruega.
Durante a convenção do PL no último sábado (25), Milei fez declarações polêmicas, chamando o presidente Lula de “ladrão” e criticando o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele argumentou que o Brasil enfrenta uma crise de dívida devido à falta de ajustes fiscais sob a liderança de Lula, e que o “esbanjamento” terá consequências nas próximas eleições.
Em resposta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a economia brasileira e criticou Milei, destacando que a situação econômica da Argentina é mais preocupante, com um risco país e uma inflação mais altos. Durigan sugeriu que as palavras de Milei não devem ser levadas a sério, especialmente em um contexto em que o Brasil busca estabilidade econômica.
Para quem deseja acompanhar mais sobre a política brasileira, é possível acessar as sessões do Congresso Nacional pela internet e acompanhar canais oficiais para denúncias e informações. O governo também planeja continuar com ações de proteção contra tarifas prejudiciais impostas pelos Estados Unidos e trabalhar para reverter essas medidas em negociações futuras. Alckmin mencionou que a estratégia do governo inclui buscar novos mercados e proteger as empresas mais afetadas.