O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu arquivar o inquérito contra Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin, relacionado a uma suposta estrutura ilegal de espionagem durante o governo de Jair Bolsonaro. A investigação, que ficou conhecida como “Abin paralela”, não apresentou provas suficientes para incriminar Corrêa, que teve seu nome limpo na decisão de Moraes. Outros servidores da agência também foram liberados, incluindo Alessandro Moretti, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente, todos indiciados pela Polícia Federal em 2025.
Moraes destacou que a Abin paralela atuou como uma célula clandestina, utilizando um software chamado First Mile para espionar adversários políticos do então presidente, incluindo membros do STF como Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. No entanto, o ministro apontou que as acusações contra Corrêa e os outros servidores foram feitas de forma genérica, sem evidências concretas de condutas individuais que justificassem uma ação penal.
O advogado de Corrêa, Bruno Salles Ribeiro, comemorou a decisão, afirmando que sempre defendeu a inocência do diretor-geral. Ele ressaltou que Corrêa é um profissional íntegro e desempenha um papel crucial na Abin em um ano eleitoral marcado por ameaças de interferências externas. Apesar do arquivamento para Corrêa e outros, Moraes manteve a investigação contra figuras como o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que agora devem ser analisados por instâncias inferiores.
Para quem quiser acompanhar de perto esses desdobramentos, as sessões do STF são transmitidas ao vivo em seu site oficial, e documentos relacionados às investigações podem ser acessados através da página da Abin e do próprio STF.