Na última quarta-feira (1º), o presidente do STF, Edson Fachin, fez um discurso na sessão que antecede o recesso de julho, onde comentou sobre os conflitos internos da corte. Ele afirmou que as divergências entre os ministros são um sinal de saúde institucional e não de fraqueza. Segundo Fachin, o STF trabalhou com seriedade e responsabilidade nos primeiros meses do ano, sempre focado na defesa do interesse institucional e na missão que a Constituição lhe confere.
Durante o semestre, Fachin enfrentou resistência de alguns ministros, que pediam uma postura mais firme em relação às investigações sobre o Banco Master. A proposta de um código de ética para os ministros foi vista por alguns colegas como um fator que poderia enfraquecer o tribunal. A tensão aumentou quando Gilmar Mendes acusou Fachin de obstruir pautas importantes e afirmou que ele era um “mau perdedor”. Fachin respondeu que essa visão estava equivocada e liberou os processos para julgamento, defendendo a pluralidade e a independência da corte.
Fachin também destacou que o segundo semestre será voltado para o julgamento de temas de grande repercussão e para melhorias na gestão, transparência e comunicação com a sociedade. Embora não tenha falado sobre o código de ética, a ministra Cármen Lúcia deve apresentar uma proposta ainda este ano, o que pode reacender as discussões internas. Ele ainda observou que, apesar das dificuldades, há sinais de uma trégua entre ele e Gilmar Mendes, com ambos demonstrando interesse em discutir a reforma do Judiciário e em encontrar um consenso em relação a pautas polêmicas.
Para acompanhar as atividades do STF e acessar documentos, o público pode visitar o site oficial do tribunal e acompanhar as sessões pelo canal no YouTube. Além disso, denúncias e sugestões podem ser enviadas pelo portal de atendimento ao cidadão.