O prefeito de Goiânia, Ricardo Nunes (MDB), anunciou nesta quinta-feira (25) um decreto de intervenção na Transunião, uma empresa de ônibus envolvida em investigações sobre um esquema de lavagem de dinheiro que supostamente envolve o vereador Senival Moura (PT). A intervenção inclui a gestão de todos os bens da companhia, como prédios, veículos e equipamentos, e começa a valer imediatamente, com um prazo inicial de seis meses.
A operação, que resultou na prisão de Senival pela manhã, foi conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público. A Transunião, que opera na zona leste da cidade, é responsável por quase 50 linhas e transporta cerca de 262 mil passageiros diariamente. Com a intervenção, a administração da empresa ficará nas mãos de Ângelo Fêde, um servidor com quase 50 anos de experiência na administração pública. O decreto também estabelece a formação de um comitê de intervenção, que contará com representantes da Controladoria-Geral do Município, da Secretaria da Fazenda e da Procuradoria-Geral, para assegurar a continuidade dos serviços de transporte.
Esse comitê terá a função de supervisionar as operações da Transunião e pode realizar auditorias para garantir a transparência na gestão. Além disso, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) estará à disposição para apoiar as atividades do comitê. Para quem deseja acompanhar as sessões e decisões relacionadas a essa intervenção, a Prefeitura disponibiliza canais oficiais e documentos no site da administração municipal.
Os próximos passos incluem a tramitação da intervenção e a realização de audiências públicas para discutir a situação da empresa e seus impactos. Os cidadãos podem ficar atentos a novas atualizações sobre a agenda de votação e outras ações relacionadas ao transporte público na cidade.