Na última sexta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ser realizado na próxima terça-feira (23), em sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar. A decisão segue um pedido da Polícia Civil do Distrito Federal, que tentou intimar Bolsonaro pessoalmente, mas não obteve sucesso devido à segurança do ex-presidente.
A questão envolve a apreensão de uma pistola Glock de calibre 9 milímetros, que foi encontrada com um segurança de Bolsonaro durante uma blitz da Polícia Militar no dia 15 deste mês. A defesa do ex-presidente justificou que ele havia solicitado o conserto da arma após identificar uma falha. O segurança, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, afirmou que a pistola estava no carro para reparos e que pretendia devolvê-la logo em seguida. Moraes determinou que a defesa esclarecesse a razão do pedido de conserto, especialmente com o fim do prazo de 90 dias para a prisão domiciliar se aproximando.
Além disso, Moraes levantou preocupações sobre possíveis descumprimentos de ordens judiciais, uma vez que a pistola foi encontrada a 33 quilômetros da casa de Bolsonaro, onde há a exigência de vistorias em veículos que saem da residência. A PM respondeu que os veículos dos seguranças não passam por essa verificação porque ficam estacionados em via pública. O ministro já havia utilizado a violação de medidas cautelares como argumento para rever benefícios a Bolsonaro em outras ocasiões.
Os próximos passos incluem a realização do depoimento e a análise das informações que a defesa do ex-presidente deverá apresentar. Para quem quiser acompanhar as sessões e os desdobramentos desse caso, é possível acessar informações no site do STF e nas redes sociais oficiais do tribunal.