O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, decidiu pausar o julgamento sobre a censura de uma pesquisa da Atlas/Bloomberg que mostrava uma queda nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro. A liminar que vetou a divulgação do levantamento, solicitada pela pré-campanha do senador, gerou críticas de diversos setores políticos, incluindo de figuras da direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Nos bastidores, a reação negativa à decisão fez com que Kassio adotasse uma postura mais cautelosa na sessão em que manteve sua decisão, limitando-se a ler o texto anterior sem apresentar novas argumentações.
Kassio quer aproveitar o tempo que a ministra Estela Aranha pediu para analisar o caso e abrir um diálogo com os representantes dos institutos de pesquisa. Ele acredita que esse espaço pode ajudar a definir regras para as metodologias das pesquisas eleitorais de 2026. A AtlasIntel, responsável pela pesquisa censurada, defendeu a integridade do trabalho, afirmando que o áudio em questão foi apresentado apenas após a coleta de dados. Durante a sessão, Kassio relembrou que, embora os institutos tenham liberdade técnica, isso não elimina o controle do Judiciário em casos de possíveis distorções.
Para quem está interessado em acompanhar as discussões sobre o tema, as sessões do TSE são transmitidas ao vivo e é possível acessar documentos no site oficial do tribunal. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para qualquer irregularidade observada. O próximo passo será a reunião entre os ministros do TSE e representantes dos institutos, programada para junho, antes de qualquer nova decisão ser tomada pelo plenário. Essa articulação busca estabelecer normas mais claras para a realização das pesquisas eleitorais, evitando crises futuras.