A Irlanda do Norte, que não se classifica para a Copa do Mundo desde 1986, tem apenas quatro times totalmente profissionais, mas ainda assim impacta o futebol mundial. A disputa de pênaltis, que pode decidir partidas eliminatórias na Copa do Mundo 2026, foi criada por William McCrum, um goleiro da região. Os pênaltis, introduzidos em 1891, são uma regra que a Irlanda do Norte, apesar de seu desempenho modesto, ainda ajuda a definir como parte do International Football Association Board (Ifab), ao lado da FIFA e das associações de futebol da Inglaterra, Escócia e País de Gales.
Patrick Nelson, diretor-executivo da Associação Irlandesa de Futebol (IFA), afirmou que ter esse papel no Ifab é um grande privilégio e responsabilidade. O Ifab é responsável por decidir regras fundamentais do jogo, como impedimentos e cobranças de escanteios. Recentemente, ajustes nas regras para o uso do VAR e medidas para evitar cera foram implementados, como a limitação de dez segundos para jogadores substituídos deixarem o campo. Além disso, foram introduzidos cartões vermelhos obrigatórios para jogadores que abandonarem o campo em protesto.
Embora a Irlanda do Norte tenha um papel importante na definição de regras, muitas de suas instalações esportivas estão em condições precárias. Gerard Lawlor, diretor-executivo da Liga de Futebol da Irlanda do Norte, destacou que a região enfrenta dificuldades devido a questões políticas e falta de investimento. Isso resultou na perda de oportunidades, como sediar jogos da Euro 2028. Nelson, no entanto, acredita que o potencial do futebol na Irlanda do Norte é grande e que o país busca se firmar como uma referência no esporte, mesmo com sua história complicada e desafios atuais.