Na próxima sexta-feira, 12 de junho, os Estados Unidos vão receber o primeiro jogo da Copa do Mundo, marcando o retorno do país como anfitrião do torneio, algo que não acontecia desde 1994. A abertura e o segundo jogo ocorrerão no México e no Canadá, que também são sedes do evento. Apesar da expectativa, um estudo do Pew Research Center revela que 66% dos americanos não pretendem acompanhar a competição, enquanto apenas 28% afirmam que vão assistir aos jogos. O interesse é mais forte entre os imigrantes, com 54% deles demonstrando vontade de acompanhar a Copa, em comparação com apenas 23% dos nativos.
O engenheiro estrutural Eric Zuidema, que se mudou para os EUA quando tinha 10 anos, destacou que o futebol ainda compete com outros esportes populares no país, como futebol americano e basquete. Ele acredita que, embora a paixão pelo futebol não seja tão intensa quanto no Brasil, há uma evolução no interesse dos americanos pelo esporte, especialmente nas últimas duas décadas. O diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, confirmou que já foram vendidos mais de 6 milhões de ingressos, reforçando a expectativa em torno do evento, apesar de algumas controvérsias envolvendo segurança e imigração.
Os torcedores podem ficar atentos às transmissões dos jogos pela TV e plataformas de streaming, além de estarem cientes das restrições de segurança nos estádios, que incluem verificações rigorosas e proibições de drones. A Copa deste ano também é marcada por um cenário internacional tenso, já que os EUA estão envolvidos em conflitos militares, o que pode impactar a percepção global sobre o país durante o torneio. Com jogos se aproximando, a expectativa é de que o evento una pessoas de diferentes culturas, mesmo em um clima político delicado.