Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele celebrou essa mudança como uma conquista, especialmente após uma visita a Donald Trump. De acordo com a assessoria de Flávio, a família Bolsonaro não tem relações com facções criminosas, fazendo uma comparação com o governo Lula, que, segundo eles, recebeu a esposa de um líder do Comando Vermelho no Ministério da Justiça. A pasta confirmou que Luciane Farias foi recebida, mas não reconheceu sua identidade.
Flávio também se defendeu de acusações ligadas a homenagens a figuras do crime organizado. Em 2005, ele e Jair Bolsonaro visitaram Adriano da Nóbrega, um ex-policial militar acusado de envolvimento com milícias, na prisão, onde lhe entregaram a Medalha Tiradentes, uma honraria da Alerj. Além disso, Flávio empregou parentes de Adriano em seu gabinete até 2018, com salários superiores a R$ 6 mil, e foi acusado de um esquema de “rachadinha”, prática em que parte do salário dos assessores é devolvida ao político. As investigações sobre esse caso foram encerradas após o Supremo Tribunal Federal anular provas.
Essas relações familiares e políticas geraram reações e questionamentos sobre a postura da família Bolsonaro em relação ao crime organizado. Para quem quer acompanhar as discussões e decisões sobre segurança pública em Goiás, é possível acessar as sessões da Assembleia Legislativa e seguir os canais oficiais para denúncias e informações. O próximo passo para a pauta de segurança deve incluir a tramitação de novas propostas e a realização de audiências públicas para debater o tema.