A defesa do empresário Marcelo Conde solicitou ao STF que o ministro Alexandre de Moraes seja retirado da relatoria do caso que investiga vazamentos de dados da Receita Federal relacionados a magistrados e seus familiares. Essa informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada à Folha. Os advogados de Conde argumentam que Moraes não deve liderar o processo, pois sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, estaria entre os possíveis alvos do vazamento. Conde, que se encontra na Espanha e é considerado foragido pela Justiça brasileira, teve sua prisão preventiva decretada pelo Supremo no início de abril e faz parte do inquérito das fake news.
O Regimento Interno do Supremo estabelece que pedidos de impedimento devem ser enviados à presidência da corte para avaliação. Se aceito, o ministro é ouvido, e o caso pode ser julgado pelo plenário. Moraes, que assumiu a presidência do STF em um rodízio com Edson Fachin, terá a responsabilidade de decidir sobre esse pedido. Durante o recesso do Judiciário, que vai até 31 de julho, a presidência também pode tratar de questões urgentes. Até o momento, o STF não se manifestou publicamente sobre o pedido de impedimento.
Conde foi acusado pelo contador Washington Travassos de Azevedo de ter encomendado ilegalmente dados de familiares de Moraes, pagando R$ 4.500 em dinheiro por essas informações. A investigação da PF revelou o acesso irregular a dados de 1.819 contribuintes, incluindo pessoas ligadas a ministros do STF e outras autoridades. Conde, que é presidente da STX Desenvolvimento Imobiliário, negou as acusações e afirmou que as informações são distorcidas. Para acompanhar o andamento do caso e acessar documentos, é possível visitar o site do STF ou entrar em contato pelos canais oficiais.