O presidente Lula (PT) começou a se submeter a sessões de radioterapia após a retirada de um câncer de pele em abril. Ele não havia informado publicamente sobre o tratamento, que foi descoberto por aliados próximos através da imprensa. O câncer basocelular, que é menos agressivo, foi removido do couro cabeludo em 24 de abril, e a decisão pela radioterapia aconteceu após uma avaliação médica em 18 de maio, quando os médicos consideraram o quadro do presidente satisfatório.
Com a necessidade de 15 sessões de radioterapia em caráter preventivo, Lula optou por iniciar o tratamento imediatamente. A primeira sessão ocorreu na segunda-feira, 25, e a decisão de divulgar a informação surpreendeu até alguns de seus colaboradores. O boletim médico divulgado pelo hospital Sírio-Libanês não mencionava o tratamento, pois os médicos ainda não haviam definido a realização das sessões. Na terça-feira, 26, Lula fez a segunda sessão e seguiu para compromissos políticos em Manaus. A assessoria da Presidência explicou que a responsabilidade dos boletins médicos é dos profissionais que cuidam do presidente.
Apesar do tratamento, tanto aliados quanto especialistas afirmam que Lula deve continuar suas atividades normais. A radioterapia moderna, que envolve feixes de elétrons, tem efeitos colaterais leves e localizados. O presidente tem se esforçado para transmitir vitalidade ao público, mostrando sua rotina de exercícios e participando de eventos. Apesar da situação, ele continua ativo e mantém sua agenda política. Para acompanhar as atualizações sobre a saúde do presidente ou acessar documentos oficiais, é possível consultar o site da Presidência da República.