O ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD-AP), foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última terça-feira (26), suspeito de desviar mais de R$ 25 milhões para financiar uma rede de milícias digitais. Entre os alvos dos ataques, estão figuras como o ministro do STF, Flávio Dino, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A investigação aponta que o dinheiro teria sido utilizado para pagar influenciadores e empresas de comunicação, com o objetivo de promover o ex-prefeito e atacar seus adversários políticos.
A operação complicou a situação de Furlan, que já enfrentava problemas legais. Em março, ele foi afastado do cargo por suspeitas de fraudes em licitações e, para evitar a cassação, renunciou. Na ocasião, Flávio Dino foi o responsável pelo afastamento, atuando como relator de um processo no Supremo que investiga o desvio de emendas parlamentares. Além disso, Furlan está sendo julgado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder econômico, o que pode torná-lo inelegível.
Furlan, que é pré-candidato ao governo do Amapá, tem Alcolumbre como um de seus principais rivais. Em 2020, ele venceu o irmão do presidente do Senado na disputa pela Prefeitura de Macapá e, em 2024, conseguiu sua reeleição, superando as alianças de Alcolumbre. Já Randolfe Rodrigues (PT-AP), que também é alvo da investigação, é líder do governo no Congresso e faz parte do grupo político de Alcolumbre no Amapá.
Para acompanhar mais sobre esse caso e outros desdobramentos na política goiana, você pode ficar de olho nas sessões da Assembleia Legislativa e em canais de notícias locais. Informações e documentos sobre a investigação também estão disponíveis em sites oficiais. O próximo passo na tramitação desse caso ainda não foi definido, mas novas audiências e investigações devem ocorrer em breve.