Em um cenário de intensa movimentação política, os dados recentes mostram que, entre os pré-candidatos à Presidência da República em 2026, apenas três têm militância digital própria: Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos. Essa informação é resultado de uma análise de mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp realizada pela empresa Palver entre 6 e 24 de maio. Outros possíveis candidatos, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ainda não conseguiram estabelecer uma base digital autônoma e dependem de mobilizações externas ou de estratégias tradicionais.
A militância do PT se destaca por sua resistência ao longo de crises políticas, como o Mensalão e a Lava Jato, mantendo-se ativa mesmo quando o partido enfrentou momentos difíceis. Apesar de uma rejeição significativa nas redes sociais, com cerca de 70% das mensagens sendo negativas, a mobilização petista continua firme. Em contrapartida, Ciro Gomes, que teve uma militância forte por anos, viu seu apoio se dispersar entre eleitores que voltaram ao PT, migraram para a direita ou se afastaram da política.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro adotou uma abordagem diferente. Embora não tenha um partido forte, ele opera o que o filósofo Marcos Nobre chama de “partido digital”, que permite uma mobilização sem as amarras de uma estrutura partidária tradicional. Isso ficou evidente após o vazamento de áudios que envolveram Flávio; sua militância reagiu rapidamente com defesas bem articuladas. Renan Santos, com seu novo partido, a Missão, também apresenta uma militância jovem e focada em propostas concretas, embora ainda esteja em busca de uma maior influência.
Para acompanhar as discussões e decisões políticas, os cidadãos podem acessar as sessões do legislativo local e acompanhar canais oficiais que divulgam informações sobre audiências e propostas. Com as eleições se aproximando, a militância e a capacidade de mobilização digital podem ser determinantes para a sobrevivência política dos candidatos.