Recentemente, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem discutido o impacto do novo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil, que pode beneficiar inicialmente o presidente Lula (PT). De acordo com aliados de Bolsonaro, a estratégia do governo Lula de atribuir a culpa ao adversário é evidente, mas eles acreditam que o efeito do tarifaço será menos significativo do que as imposições anteriores feitas por Donald Trump em 2025. Interlocutores ressaltam que a visita de Flávio à Casa Branca, em julho, para solicitar o cancelamento da sobretaxa, o ajudou a se proteger de possíveis críticas.
A ausência de representantes do governo Lula na reunião do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) é vista como uma fraqueza para o atual governo e fortalece a narrativa de Flávio. Uma pesquisa da Quaest, divulgada recentemente, mostrou que 51% do eleitorado acredita mais na versão de Lula sobre o tarifaço, enquanto 30% apoiam o senador. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou que a sobretaxa é consequência da postura de Lula, que prioriza interesses pessoais em vez de buscar um acordo.
Flávio e seus aliados pretendem usar essa situação para criticar Lula e reforçar a ideia de que o petista foi ineficaz nas negociações. Eles planejam continuar divulgando vídeos em que Lula critica Trump, buscando associar a responsabilidade do tarifaço ao atual presidente. Mesmo assim, há uma preocupação em não estender demais o tema, já que Flávio pretende lançar um plano de governo voltado para as mulheres, um eleitorado considerado essencial.
Para acompanhar as sessões e obter informações sobre a tramitação de questões políticas, o público pode acessar os canais oficiais do governo e plataformas de transparência. As próximas semanas serão importantes, com a expectativa de que novas audiências e discussões sobre o tarifaço e suas consequências aconteçam.