Na quarta-feira (20), o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto com integrantes do governo e representantes da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e comentou sobre a possível aprovação do nome de Jorge Messias como ministro do STF. A declaração veio após a rejeição de Messias pelo Senado, que foi a primeira em mais de um século, desde 1894. O advogado-geral da União precisava de pelo menos 41 votos, mas recebeu apenas 34, o que Lula considerou uma derrota para seu governo.
Durante a reunião, Lula afirmou que, apesar da rejeição, acredita que o Senado ainda aprovará a indicação de Messias. Ele destacou que todas as propostas que enviou até agora foram aprovadas, exceto essa. A expectativa é que o presidente reencaminhe o nome de Messias antes das eleições de outubro, já que ele considera que a decisão do Senado não foi uma derrota pessoal para o advogado, mas para o seu governo.
Lula tem conversado com seus aliados sobre o próximo passo e, segundo informações, há a possibilidade de questionar judicialmente a rejeição, argumentando que a prerrogativa de indicação é constitucional e não deveria ser limitada por uma decisão do Senado. Além disso, a norma do Senado que impede uma nova votação do mesmo indicado na mesma sessão legislativa poderia complicar essa reindicação, exigindo uma nova análise apenas no ano que vem.
Para acompanhar as próximas etapas da tramitação, os interessados podem acessar os canais oficiais do Senado e as redes sociais da presidência. A sabatina do novo indicado deve ser marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A situação ainda está em análise, e novos desdobramentos podem surgir à medida que as eleições se aproximam.