Nesta terça-feira (19), Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, esteve na 27ª Marcha dos Prefeitos em Brasília, onde recebeu tanto aplausos quanto vaias do público presente. Durante seu discurso de aproximadamente 30 minutos, ele criticou o governo Lula e fez acenos a grupos como mulheres e nordestinos, embora não tenha participado da tradicional sessão de perguntas e respostas do evento organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Flávio confirmou que se encontrou com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso, e se reuniu com as bancadas do PL para discutir recentes controvérsias envolvendo seu nome, incluindo um pedido de financiamento de R$ 61 milhões para um filme sobre seu pai.
Flávio também apresentou uma proposta alternativa para o cálculo do salário mínimo, sugerindo que ele seja baseado nas horas trabalhadas, mantendo direitos como férias e 13º salário. Segundo ele, as propostas em tramitação no Congresso podem dificultar a flexibilidade desejada pelos trabalhadores. Além disso, o pré-candidato defendeu que guardas municipais devem ser habilitados a portar armas e prometeu ações enérgicas contra o crime organizado, afirmando que bandidos devem “metam o pé do Brasil até dezembro deste ano”.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, precisou intervir diversas vezes durante o evento para pedir respeito às diferentes opiniões do público. Ele ressaltou que a Marcha é um espaço de construção e não de divisão. Ao deixar o palco, Flávio foi cercado por apoiadores que queriam registrar o momento, mas não falou com a imprensa. O encontro da CNM, que reúne prefeitos de todo o Brasil, também contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também enfrentou vaias. Outros possíveis pré-candidatos à Presidência, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, devem participar do evento, enquanto a presença de Lula ainda é incerta.