Na última quarta-feira (13), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, participou de uma audiência pública em uma comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1, onde os trabalhadores atuam por seis dias consecutivos seguidos de apenas um dia de descanso. Boulos criticou a ideia de compensações econômicas para as empresas, afirmando que não seria razoável solicitar esse tipo de ajuda quando se trata de melhorias nas condições de trabalho. Ele comparou a situação ao aumento do salário mínimo, que não gera compensações para os empresários.
Durante a audiência, também esteve presente Rick Azevedo, vereador do Rio de Janeiro e fundador do Movimento Vida Além do Trabalho. Azevedo compartilhou sua experiência de 12 anos trabalhando sob a escala 6×1 e destacou as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores. Ele argumentou que essa jornada de trabalho afeta a dignidade das pessoas, o que não deveria ser ignorado. Para ele, o fim dessa escala já deveria ter acontecido, considerando que a discussão sobre a mudança está em pauta desde 2023.
Além disso, ficou acertado que a PEC vai propor uma alteração constitucional que garanta o descanso remunerado de dois dias por semana e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. Também foi decidido que um projeto de lei (PL) será enviado com urgência para acelerar essa mudança e adaptar a legislação atual à nova proposta. O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) mencionou que ainda resta discutir a possibilidade de compensações para os empresários e se haverá um período de transição para a implementação das mudanças.
Para acompanhar as discussões sobre essa pauta, os cidadãos podem acessar os canais oficiais da câmara e participar das audiências públicas, além de consultar documentos relacionados à PEC.