Na última semana, a gestão interina do desembargador Ricardo Couto no Governo de Goiás tem gerado bastante debate político. Desde que assumiu o cargo em 24 de março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, Couto promoveu mais de 1.600 exonerações e iniciou auditorias em contratos que superam R$ 1 milhão. Essas ações visam identificar possíveis irregularidades, como funcionários fantasmas. A mudança de coordenação do programa Segurança Presente, que agora está sob a Polícia Militar, também chamou atenção, especialmente após o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, criticar o modelo anterior em um vídeo.
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e o ex-governador Cláudio Castro (PL) têm se posicionado de maneiras opostas sobre as decisões de Couto. Enquanto Paes elogiou as medidas de auditoria e exonerações, Castro as considerou uma “falácia”, defendendo que o programa Segurança Presente tinha um papel essencial no policiamento comunitário. Castro ainda afirmou que a mudança de gestão poderia ser “o início do fim” do programa, que contava com quase 3.000 profissionais de segurança até o ano passado.
Para acompanhar a tramitação das decisões e ações do governo, os cidadãos podem acessar documentos e informações oficiais através do site do governo ou das redes sociais. Além disso, é possível entrar em contato com canais de denúncia para reportar irregularidades. A gestão interina de Couto segue sob os holofotes, e as próximas semanas devem trazer novas definições, já que a escolha do próximo governador ainda está em aberto e deve ser decidida pelo STF.