A influenciadora queniana Nana Owiti, com suas dezenas de camisas do Arsenal, revela como a paixão pelo clube londrino a acompanha há mais de 20 anos. Sua conexão com a equipe começou na época em que jogadores negros, como Thierry Henry, Sol Campbell e Kolo Touré, estavam em destaque, o que fez a popularidade dos “Gunners” disparar na África. Segundo Nana, a primeira camisa que ela adquiriu foi a número 14 do francês Henry, que a cativou não só pela habilidade em campo, mas também por sua aparência. A diversidade dos atletas daquele Arsenal é um fator que ressoa fortemente entre os torcedores africanos.
Leslie, um zimbabuano que também se encontrou com a reportagem em Nairóbi, compartilhou que, na sua adolescência, o Arsenal frequentemente escalava nove jogadores negros entre os 11 titulares. Para ele, essa identificação foi fundamental. O técnico Arsène Wenger, que comandou o clube por mais de 20 anos, é visto como uma figura chave na popularidade do Arsenal na África. Emeka Cyriacus Onyenuforo, presidente da associação de torcedores do Arsenal na Nigéria, comentou que muitos torcedores veem o clube como um espaço que valoriza jogadores africanos.
O Arsenal não apenas marcou época com suas conquistas nos anos 2000, como também se tornou um símbolo de pertencimento para muitos. Com uma equipe atual que ainda conta com jogadores de destaque, como Bukayo Saka, que expressa orgulho de suas raízes nigerianas, o clube agora está na luta por títulos importantes. Com cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City na corrida pelo Campeonato Inglês, o Arsenal pode se aproximar de seu primeiro título em 22 anos. Os torcedores podem acompanhar os próximos jogos pela televisão e também encontrar ingressos para as partidas no site oficial do clube. A expectativa é alta para o que vem pela frente, especialmente com a possibilidade de conquistar o título europeu após duas décadas.