A Copa do Mundo de 2030 está se aproximando e promete ser um grande evento para o Marrocos, que será coanfitrião ao lado de Portugal e Espanha. O país está investindo pesado em infraestrutura para o torneio, com um orçamento estimado em 14 bilhões de euros, segundo informações da candidatura apresentadas à FIFA. No entanto, antes de pensar no futuro, a seleção marroquina tem um desafio imediato: o Mundial de 2022, onde enfrentará o Brasil na fase de grupos. A equipe traz um modelo que mistura investimento e resultados recentes, mas a receptividade da população é mista.
Enquanto muitos esperam ansiosos pela oportunidade de ver a seleção brasileira em campo, uma parte da população marroquina critica o alto investimento no torneio. Desde setembro do ano passado, jovens têm se mobilizado em protestos em cidades como Rabat e Casablanca, clamando por mais recursos para saúde e emprego, em vez de estádios. Em 2023, a situação da saúde no país é preocupante, com apenas 7,8 médicos para cada 10 mil habitantes, muito abaixo da recomendação da OMS, que é de 23.
O governo marroquino, por outro lado, vê no Mundial uma chance de projetar o país no cenário internacional. O plano inclui seis estádios, todos localizados em grandes centros urbanos, como o Estádio Príncipe Moulay Abdellah em Rabat e o Grand Stade de Tanger. Além disso, um novo estádio em Benslimane promete ser o maior do mundo, com capacidade para 115 mil pessoas. Entretanto, esse crescimento da infraestrutura acontece em meio a desafios como a escassez de água e desigualdade econômica.
Para quem quiser acompanhar os jogos da seleção marroquina, a transmissão deve acontecer em diversos canais, além de ser possível comprar ingressos pela internet. As próximas partidas da equipe serão cruciais para definir seu desempenho no torneio. Enquanto isso, o Marrocos continua seu trabalho de preparação, tentando equilibrar os investimentos em futebol com as necessidades da população.