As campanhas eleitorais em Goiás estão passando por uma transformação intensa com o uso de inteligência artificial. Esse ano, as equipes têm utilizado ferramentas de IA para enviar mensagens mais segmentadas e personalizadas, tornando o processo de criação de conteúdo muito mais ágil. Segundo especialistas, vídeos que antes levavam mais de um dia para serem prontos agora estão sendo finalizados em algumas horas. No entanto, as campanhas precisam navegar por um terreno delicado, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs restrições sobre o uso de IA, especialmente em relação a deepfakes, que são vídeos e áudios não autorizados que imitam candidatos.
As campanhas estão investindo pesado em tecnologia. Uma das equipes, por exemplo, conta com 54 pessoas focadas em impulsionar mensagens que atingem públicos específicos, como mulheres de determinadas regiões sem acesso a planos de saúde. Além disso, softwares de IA estão monitorando as reações nas redes sociais para entender quais conteúdos geram mais engajamento. Essa abordagem modernizada também permite que as campanhas testem diferentes tons e estilos de comunicação, ajustando suas estratégias em tempo real.
Para quem quer acompanhar de perto as movimentações das campanhas, é possível acompanhar as sessões e debates através de canais oficiais, além de ter acesso a documentos e informações relevantes nas plataformas digitais. O TSE também disponibiliza canais para denúncias sobre irregularidades nas campanhas.
Nos próximos meses, a expectativa é que as campanhas continuem evoluindo, com a tramitação de novas regras e possíveis audiências públicas sobre o uso de tecnologia nas eleições. A pressão para que as campanhas se adequem às novas diretrizes do TSE é alta, e isso pode impactar diretamente a forma como os candidatos se comunicam com o eleitorado.