Na última quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) em uma votação secreta, onde 42 senadores votaram contra e 34 a favor, com a necessidade de 41 votos favoráveis para aprovação. Essa decisão foi vista como uma resposta ao governo de Lula, segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que evitou atribuir a vitória a si mesmo ou à sua campanha. Ele mencionou que a votação reflete um conjunto de fatores e um recado ao Planalto, especialmente em um momento pré-eleitoral.
A rejeição de Messias foi considerada uma derrota significativa para o governo, segundo o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), que afirmou que a votação foi uma “injustiça enorme”. Ele indicou que a decisão dos senadores envia um alerta ao governo, destacando que a escolha de Messias foi politizada. O presidente do PT, Edinho Silva, criticou a postura do Senado, chamando a decisão de um “grave erro” e apontando que a rejeição de uma indicação técnica gera instabilidade institucional. Para ele, essa foi a primeira vez em 130 anos que uma indicação para a Suprema Corte foi recusada.
Para quem quer acompanhar as discussões sobre o tema, as sessões do Senado são transmitidas ao vivo pelo site oficial da Casa, onde também é possível acessar documentos e informações sobre as votações. Além disso, canais de denúncia e contato com representantes podem ser encontrados na página do Senado. A próxima etapa envolve a tramitação de outras indicações e possíveis audiências públicas sobre o assunto, enquanto o governo deve trabalhar para dialogar com seus aliados e entender as razões por trás dessa rejeição.