Na quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão pode mudar a composição da corte, especialmente se Flávio Bolsonaro (PL) vencer as eleições em outubro. O próximo presidente terá a chance de indicar três novos ministros, já que Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes devem se aposentar compulsoriamente entre 2028 e 2030. A rejeição de Messias foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que prometeu que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado no ano passado, só será preenchida após a escolha do novo presidente.
Se essa promessa se concretizar, o presidente que assumir em outubro poderá indicar quatro nomes ao STF. Atualmente, a corte conta com dois ministros escolhidos por Jair Bolsonaro: André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Caso Flávio Bolsonaro vença e consiga fazer mais quatro indicações, a família terá nomeado seis dos 11 ministros do STF, o que representaria uma maioria significativa. Além disso, políticos ligados a Bolsonaro esperam formar uma bancada forte no Senado, o que poderia facilitar discussões sobre o impeachment de ministros, como Alexandre de Moraes.
Flávio Bolsonaro comentou que a rejeição de Messias reflete uma resposta a atitudes do STF e acredita que isso é um sinal de fortalecimento da democracia. Ele também ressaltou que a posição dos candidatos sobre o impeachment de ministros poderá influenciar a escolha dos senadores nas próximas eleições. Para quem quer se manter atualizado sobre as movimentações políticas, é possível acompanhar as sessões do Senado e acessar documentos oficiais pelo site do Senado. As próximas semanas devem trazer mais informações sobre a tramitação de indicações e possíveis audiências públicas relacionadas ao tema.