Na última quinta-feira (30), o advogado-geral da União, Jorge Messias, teve sua indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitada pelo Senado. A votação secreta contou com 42 senadores contrários e apenas 34 a favor, ou seja, não atingiu os 41 votos necessários para aprovação. Essa rejeição é histórica, pois é a primeira vez que um presidente da República tem sua indicação para o STF negada desde 1894. Messias, que foi indicado pelo presidente Lula, descreveu sua tentativa de conquistar votos como uma “desafiadora jornada”.
Messias agradeceu publicamente o apoio do ministro André Mendonça, que articulou para tentar garantir a aprovação de sua indicação. Em uma postagem nas redes sociais, o AGU elogiou Mendonça, chamando sua postura de inspiradora e ressaltou que a firmeza do ministro é uma bênção para as futuras gerações de magistrados. Mendonça também se manifestou sobre a rejeição, lamentando a oportunidade perdida e defendendo o caráter e a integridade de Messias.
A campanha para a aprovação de Messias contou com influências de outros ministros, como Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, além de um encontro mediado por Cristiano Zanin. Contudo, a avaliação entre os ministros é de que o poder de influência deles foi menor do que o esperado. Apesar de ter sido aprovado para o STF, Mendonça também enfrentou resistência durante sua própria indicação, que ocorreu sob a presidência de Jair Bolsonaro.
Para quem deseja acompanhar mais sobre essa temática, é possível acessar as sessões do Senado pelo site oficial e ficar atento a canais de denúncia e contato com representantes. Os próximos passos incluem a análise da situação dos candidatos à corte e futuros debates sobre as indicações ao STF.