Na última semana, o presidente Lula participou de um evento em que anunciou crédito para a compra de caminhões e ônibus, sem mencionar a recente rejeição de Jorge Messias pelo Senado. A votação, que ocorreu no dia anterior, resultou em 34 votos a favor e 42 contra a indicação de Messias, que havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para ser aprovado, ele precisava do apoio de pelo menos 41 senadores. Agora, Lula tem a opção de indicar um novo nome para o cargo ou deixar essa tarefa para o próximo presidente.
No evento, o presidente estava acompanhado de ministros como Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), Miriam Belchior (Casa Civil) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral). A rejeição de Messias evidenciou dificuldades na articulação política do governo, que agora está sob a direção de José Guimarães, nomeado por Lula para substituir Gleisi Hoffmann. Antes da votação, membros do governo estavam confiantes na aprovação, mas a derrota levou a uma reunião de emergência na casa de Lula, onde foram discutidas possíveis traições entre aliados, especialmente no MDB.
Além disso, o governo enfrentou outro revés com a derrubada do veto de Lula sobre as penas aplicadas a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, que inclui Jair Bolsonaro. A proposta original foi aprovada, o que pode reduzir a pena de Bolsonaro, dependendo da interpretação, de 6 a 8 anos para um intervalo entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses.
Para quem quiser acompanhar as próximas sessões e votações, é possível acessar informações através dos canais oficiais do Senado e da Câmara dos Deputados, além de poder denunciar qualquer irregularidade. Com a nova agenda política, o governo deve se preparar para os próximos passos, que incluem a definição de novos nomes para as indicações e discussões sobre a articulação no Congresso.