A pré-campanha presidencial de Romeu Zema, do partido Novo, ganhou destaque essa semana com sua crítica ao ministro Gilmar Mendes e outros membros do STF, referindo-se a eles como “intocáveis”. O embate começou após Zema divulgar vídeos que sugerem conchavos entre a corte, o presidente Lula e o Congresso, no contexto do caso Master. Gilmar Mendes, por sua vez, acionou a Procuradoria-Geral da República para incluir Zema no inquérito sobre fake news, o que, segundo aliados do ex-governador, pode fortalecer a imagem “antissistema” da candidatura.
Além disso, a campanha de Zema busca se posicionar como uma das mais críticas em relação ao STF, superando concorrentes na direita, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. A estratégia envolve continuar publicando críticas e vídeos sobre as ações dos ministros da corte. Os aliados de Zema acreditam que sua possível inclusão no inquérito só reforçaria a narrativa de que o Judiciário se tornou um poder político. Por outro lado, ações mais severas, como a remoção de conteúdos ou buscas em endereços relacionados ao candidato, são vistas como improváveis, pois poderiam gerar dúvidas sobre a democracia no Brasil.
Zema e seus aliados têm intensificado as críticas ao STF em eventos da pré-campanha e nas redes sociais. Um exemplo disso foi o lançamento da pré-candidatura de Kiko Caputo ao Governo do Distrito Federal, onde todos os pré-candidatos do Novo adotaram um tom combativo em relação à Suprema Corte. Para acompanhar as discussões e eventos da pré-campanha, o público pode acessar os canais oficiais do partido e suas redes sociais, onde são divulgadas informações e conteúdos relevantes. Os próximos passos da campanha incluem mais ações nas redes e eventos presenciais, além de um cronograma de atividades que visa consolidar a presença de Zema no cenário político.