O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (4) para que seja investigada a declaração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, sobre doações que teriam sido feitas como forma de propina para as campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022. Na proposta de delação premiada que foi rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, Vorcaro alegou que doou R$ 3 milhões para a campanha de Tarcísio com o objetivo de garantir a continuidade do contrato do Credcesta, um cartão de crédito consignado do Master, com o Governo de São Paulo.
O ex-banqueiro também afirmou ter contribuído com R$ 2 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro, sempre com a mesma justificativa. Essas doações foram feitas em nome de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em resposta, Tarcísio afirmou que não teve qualquer contato ou relação com Vorcaro e desconhece os fatos citados. O Governo de São Paulo, por sua vez, negou qualquer irregularidade e afirmou que a PKL Credcesta foi credenciada com base em critérios objetivos, sem margem de escolha.
Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador Ronaldo Caiado, também se manifestou, classificando a versão de Vorcaro como “absolutamente fantasiosa”. A defesa de Bolsonaro foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o momento. Para quem quer acompanhar o andamento dessa situação, as sessões do STF são transmitidas ao vivo, e é possível acessar documentos oficiais pelo site do tribunal. Os próximos passos incluem a análise do pedido de investigação e possíveis audiências para esclarecer os fatos.