As investigações sobre o Banco Master, que envolvem fraudes no sistema financeiro, revelaram ligações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e diversas figuras públicas, incluindo deputados e senadores. Essa situação gerou uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF), considerada sem precedentes por especialistas. O embate centraliza-se entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, e a divisão no plenário reacende discussões sobre a necessidade de um código de ética para a Corte.
Na última semana, Mendonça pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que se manifestasse sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que trazia mensagens entre Vorcaro e Moraes. As conversas indicam que Vorcaro soube com antecedência de sua prisão em novembro de 2025 e menciona edições feitas por Moraes em um contrato de R$ 131 milhões. Mendonça acredita que essas mensagens evidenciam tentativas de intervenção do banqueiro em processos judiciais. Por outro lado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório, argumentando que a investigação foi conduzida de maneira inadequada, já que um ministro só pode ser investigado com autorização do STF.
Além disso, Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça, acusando-o de abuso de autoridade. O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu retirar o pedido de Moraes do inquérito das fake news e o incorporou ao processo relacionado ao relatório da PF, estabelecendo prazos para que os envolvidos se manifestem. Fachin também sugeriu a criação de um código de ética para os ministros do STF, que está em discussão e deve ser entregue pela ministra Cármen Lúcia após as eleições.
Para quem deseja acompanhar a situação, as sessões do STF são transmitidas ao vivo, e documentos podem ser acessados pelo site oficial do tribunal. As próximas etapas incluem a continuidade da investigação e possíveis audiências públicas relacionadas ao caso.