O julgamento do neurocirurgião Leopoldo Luque, principal réu pela morte de Diego Maradona, está gerando bastante repercussão na Argentina. Luque se manifestou na última quinta-feira (3) em San Isidro e contestou as alegações da acusação, que afirma que a equipe médica de Maradona deveria ter percebido a deterioração crítica de sua saúde antes de sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 2020. Durante seu depoimento, ele criticou os peritos médicos, alegando que eles tinham um “viés de confirmação” ao buscar apenas evidências que sustentassem suas conclusões.
Luque refutou as análises que apontaram problemas cardíacos, hepáticos e renais em Maradona. Segundo ele, “nunca foi detectada insuficiência cardíaca, hepática ou renal”, já que os exames realizados mostravam resultados normais e o próprio Maradona não relatava problemas significativos. Ele ainda destacou que os peritos se apoiaram excessivamente na autópsia, ao invés de analisar o quadro clínico do jogador enquanto ele estava vivo.
Maradona, que teve uma relação próxima com Luque desde 2016, morreu devido a uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar durante uma internação domiciliar, após ter passado por uma neurocirurgia. Além de Luque, outros seis profissionais de saúde estão sendo julgados por homicídio com dolo eventual, o que significa que, segundo a acusação, eles tinham ciência de que suas ações poderiam resultar na morte do ex-jogador. Todos os réus se declararam inocentes e enfrentam penas que podem chegar a 25 anos de prisão.
O julgamento, que começou em abril, está em sua fase final, e as alegações finais devem começar ainda este mês. Para quem quer acompanhar de perto os desdobramentos desse caso, os detalhes podem ser encontrados em canais de notícias locais e plataformas de streaming que transmitem o evento ao vivo.