Mais de 1.480 candidatos que estão na disputa pelas eleições de 2026 alteraram suas listas de perfis de redes sociais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde o início da campanha. Além disso, cerca de 2.719 não informaram nenhum endereço na internet, o que não indica, necessariamente, irregularidades, já que o TSE permite que novos perfis sejam registrados ao longo da campanha. Um exemplo é o candidato à Presidência, Renan Santos, que ficou mais de dez dias usando apenas seu perfil no X, apesar de ter contas ativas em outras plataformas. Sua campanha foi suspensa na internet por uma decisão do ministro Dias Toffoli, mas foi liberada novamente na terça-feira, 1º.
Um levantamento recente apontou que, entre os 20.765 candidatos registrados, 1.481, ou 7%, fizeram alterações nas informações. Desse total, 148 não tinham declarado nenhum perfil e adicionaram ao menos um, enquanto 1.306 aumentaram o número de perfis e 28 diminuíram. Entre os presidenciáveis, Renan foi de 2 para 18 perfis, e outros candidatos como Wilson Grassi e Lula também ajustaram suas informações, com Grassi passando de 1 para 9 perfis e Lula de 22 para 23.
Para acompanhar as atividades dos candidatos e as eleições, é possível acessar o site do TSE, onde estão disponíveis documentos e informações sobre os candidatos. As sessões podem ser acompanhadas online, e denúncias sobre irregularidades podem ser feitas diretamente ao tribunal. A fiscalização das redes sociais e a análise de solicitações de alteração nos registros continuam em andamento, mas o TSE não respondeu sobre prazos para essa análise até o momento. As regras determinam que todos os endereços eletrônicos utilizados para campanha devem ser declarados, e a utilização de perfis não registrados pode acarretar sanções.