Alexandre Oltramari, ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro (PL), comentou sobre sua saída da campanha no final de julho, destacando que houve uma “desconexão crescente” entre sua equipe e o comando político. Após dois meses à frente da estratégia de marketing, ele foi substituído por Duda Lima, um nome próximo ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Em sua primeira entrevista após a troca, Oltramari não se sentiu injustiçado e defendeu a abordagem que buscava apresentar Flávio como um candidato moderado. Ele ainda afirmou que o vídeo com inteligência artificial de Jair Bolsonaro, exibido na convenção do filho, não é um “deep fake”, já que a mensagem deixava claro que se tratava de uma imagem gerada por tecnologia.
Nesta semana, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve decidir sobre o uso dessa tecnologia em campanhas. A expectativa é de que a Justiça Eleitoral proíba esse tipo de recurso, o que Oltramari considera uma discussão importante para as eleições de 2026. Segundo ele, a questão do uso da inteligência artificial deve ser bem definida, para que não haja confusão entre o uso legítimo e o deep fake, que induz à crença em algo falso.
Oltramari destacou que a interferência política sempre esteve presente em seu trabalho, mas preferiu não detalhar os bastidores. Ele acredita que sua gestão teve sucesso em reverter a queda nas pesquisas de Flávio, que antes enfrentava uma desvantagem em relação a Lula. Sobre a estratégia de posicionar Flávio como um candidato mais moderado, ele afirmou que essa linha foi bem-sucedida e continua sendo seguida por Duda Lima.
Para quem quiser acompanhar as discussões sobre as campanhas e decisões do TSE, é possível acessar os sites oficiais do Tribunal e acompanhar as sessões ao vivo. Os próximos passos para a campanha de Flávio ainda estão em definição, com a expectativa de novas audiências públicas e tramitações relacionadas ao uso de tecnologia nas eleições.