No último domingo (16), o comício de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro atraiu um público pequeno em Copacabana, no Rio de Janeiro. Durante o evento, uma grande bandeira dos Estados Unidos foi estendida, o que levantou questionamentos sobre suas intenções. A presença do símbolo americano sugere uma conexão com o apoio do governo de Donald Trump ao candidato da extrema-direita.
A influência dos EUA nas eleições brasileiras tem sido um tema debatido. Há indícios de que a Casa Branca possa tentar interferir nas eleições, com ações como a proposta de enviar funcionários para verificar o sistema de votação e o uso político de tarifas. Essa situação é vista como uma tentativa de moldar o clima eleitoral, especialmente se o PT for o vencedor. Historicamente, essa não é a primeira vez que os EUA se envolvem nas eleições do Brasil; em 1962, durante a Guerra Fria, houve um financiamento maciço de candidatos de direita.
Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que metade dos eleitores acredita que há possibilidade de interferência estrangeira nas eleições, e 18% não se opõem a isso. A aceitação dessa interferência varia conforme a preferência política: entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, a aceitação é mais alta do que entre os eleitores de Lula.
Esses dados mostram como a radicalização política tem colocado as questões internacionais em pauta nas campanhas eleitorais, algo que não acontecia nas últimas décadas. Temas que antes eram secundários, como as relações com Cuba e Venezuela, agora são debatidos com mais intensidade, refletindo as mudanças nas prioridades políticas do Brasil. Para quem deseja acompanhar as discussões, é possível acessar as sessões da Assembleia Legislativa de Goiás e os canais oficiais das instituições. Além disso, o acompanhamento das audiências públicas e das votações pode ser feito através dos sites oficiais, onde também estão disponíveis documentos relevantes.