Nesta segunda-feira, 24 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que a prestação de contas do filme “Dark Horse” já foi apresentada e que, segundo ele, é o presidente Lula (PT) quem precisa dar explicações. A afirmação surgiu após questionamentos sobre um contrato firmado entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a produção do filme, que recebeu um pedido de R$ 61 milhões. Flávio criticou a insistência em discutir o fundo privado relacionado ao projeto, ressaltando que o Brasil enfrenta uma grave crise econômica.
Durante a reunião da diretoria da Fiesp, na Avenida Paulista, Flávio mencionou que a produtora Go Up declarou ter gasto cerca de R$ 75 milhões com “Dark Horse”. Contudo, um laudo anexado a um inquérito policial não detalhou os financiadores nem apresentou notas fiscais dos fornecedores. Em maio, Flávio já havia solicitado à produtora uma prestação de contas clara e se mostrou disposto a divulgar o contrato com Vorcaro. A Polícia Federal investiga os repasses do banqueiro para averiguar possíveis irregularidades.
Recentemente, o ministro do STF, Flávio Dino, autorizou a PF a acessar provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo, o que deve fortalecer a apuração sobre a destinação de emendas parlamentares à Go Up. Na reunião, Flávio, seguindo a linha do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, defendeu a exploração de terras indígenas, argumentando que os povos indígenas também devem ter voz nas decisões sobre suas terras e poderiam se beneficiar economicamente de atividades como a pecuária.
Para acompanhar as discussões e decisões relacionadas a esse assunto, o público pode acessar os canais de comunicação da Fiesp ou acompanhar as sessões da PF e do STF. Nos próximos dias, a tramitação das investigações deve avançar, e novas audiências públicas podem ser convocadas para discutir a destinação de recursos e as implicações para a produção cultural no Brasil.