Na noite de segunda-feira (24), o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, atual candidato à Presidência pelo partido Novo, concedeu uma entrevista ao Jornal Nacional, onde se posicionou contra a vacinação obrigatória e falou sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Em suas declarações, Zema defendeu que nenhum cidadão deveria ser perseguido por não ter tomado a vacina, afirmando que transformar essa escolha em crime não é aceitável em uma democracia. Ele próprio se vacinou contra a Covid-19 durante a pandemia, mas ressaltou que não há legislação que obrigue a imunização.
Zema também se referiu aos eventos de 8 de janeiro como um ato de vandalismo, negando que tenha sido uma tentativa de golpe. Ele prometeu que, se eleito, irá promover a anistia ou, no mínimo, um julgamento não político para aqueles condenados. Essa estratégia parece alinhada com sua campanha, que critica os ministros do STF, a quem chamou de “intocáveis”. Durante a entrevista, ele abordou propostas na área de segurança pública, incluindo a construção de um “superpresídio” no Norte do país para líderes de facções criminosas.
O ex-governador também comentou sobre o aumento de 300% em seu salário e de seus secretários durante sua gestão, justificando que isso era necessário para atrair bons profissionais. Ele afirmou que, desde o início de seu mandato, repassou seu salário para instituições de caridade. A sabatina ocorreu um dia após a sua ausência no primeiro debate entre os candidatos à Presidência, o que sua campanha justificou como uma preparação para a entrevista.
De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na mesma data, Zema está com 3% das intenções de voto, empatado em terceiro lugar com Ronaldo Caiado (PSD). A próxima entrevista com candidatos ao Jornal Nacional será com o presidente Lula na quinta-feira (27) e com Flávio Bolsonaro na sexta (28). Para acompanhar as sessões e decisões políticas, os cidadãos podem acessar os sites oficiais das instituições governamentais e acompanhar os canais de notícias.