O ministro Flávio Dino, do STF, liberou que a Polícia Federal acesse provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa autorização, dada na sexta-feira (21), vai reforçar a investigação da PF sobre a destinação de emendas parlamentares à produtora. A operação da Polícia Civil, iniciada em junho, investigou endereços ligados à produtora e a uma secretaria da Prefeitura de São Paulo, visando apurar possíveis irregularidades em um contrato municipal de R$ 108 milhões.
Esse contrato foi firmado entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o ICB, presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up. O objetivo do contrato era fornecer wi-fi gratuito a comunidades carentes. A PF está analisando se houve desvio de recursos destinados ao filme, que tem gerado polêmica na candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência. Ele foi gravado pedindo R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para finalizar a produção.
Os deputados do PL, como Mário Frias (SP) e Bia Kicis (DF), também estão no centro das investigações. Frias nega qualquer relação entre os repasses e o filme, afirmando que os recursos eram para “projetos sociais”. Kicis, por sua vez, diz que sua emenda de R$ 150 mil era para um projeto cultural e educativo. Além disso, os repasses de Vorcaro para o filme estão sendo investigados em outra frente, sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Para quem quer acompanhar a investigação ou reportar irregularidades, é possível acessar informações no site da PF e acompanhar as sessões do STF pela TV Justiça. O próximo passo inclui a continuidade das investigações e possíveis audiências públicas sobre o caso.