No dia 22 de outubro, marca os 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, e a Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) divulgou um relatório que afirma que o ex-presidente foi vítima da ditadura. JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, morreram em um acidente de carro na Via Dutra em 1976, mas, ao longo dos anos, novas investigações têm questionado essa versão oficial. Um inquérito do Ministério Público Federal, concluído em 2019, e outros documentos indicam que a morte de JK foi “não natural, violenta, causada pela perseguição política do Estado brasileiro”.
A reabertura do caso gerou opiniões divergentes na família de JK. Maria Estela Kubitschek, sua filha, acredita que a morte do pai foi um acidente e não uma ação deliberada. Em contrapartida, Anna Christina Kubitschek, neta de JK e presidente do Memorial JK, considera a reabertura do caso um avanço importante para a história do Brasil. A CEMDP, ao reconhecer JK como vítima da ditadura, não necessitou da autorização formal da família, já que o foco era histórico e não indenizatório.
Para quem quiser se aprofundar no tema, é possível acompanhar as sessões da CEMDP pelo site oficial do governo e acessar documentos relacionados ao caso. Além disso, canais de denúncia e informações sobre a tramitação do processo estão disponíveis para o público. Os próximos passos incluem a discussão sobre a retificação da certidão de óbito de JK, um processo que exigirá autorização da família, especialmente após uma resolução do CNJ em 2024 que busca registrar mortes de vítimas da ditadura de forma mais precisa.