Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, está sendo investigado pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência. A apuração envolve três inquéritos, sendo dois sob a relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal e um com Flávio Dino. O caso ganhou destaque após a divulgação de mensagens da empresária Roberta Luchsinger, que sugerem ligações entre Lulinha e interesses empresariais no setor de cannabis medicinal.
A primeira investigação, iniciada em 30 de julho, analisa se Lulinha atuou para beneficiar a empresa World Cannabis, associada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Antunes é apontado por envolvimento em um esquema que teria causado prejuízos de R$ 6,3 bilhões ao INSS entre 2019 e 2024. Embora Lulinha tenha seu sigilo bancário e telemático quebrado, ele ainda não é um dos indiciados. No dia seguinte, uma segunda apuração foi aberta, suspeitando que ele teria favorecido o empresário Cleber Ribas de Oliveira em troca de uma viagem paga por ele. A Dataprev, ligada ao governo, negou ter contratos com a empresa de Oliveira.
A terceira investigação, aberta em 4 de agosto, também trata de tráfico de influência e possíveis vazamentos de dados sigilosos. Luchsinger, que já é alvo da Operação Sem Desconto, teria mencionado Lulinha em conversas, buscando uma remuneração de 20% em projetos relacionados à cannabis. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade, afirmando que ele apenas aceitou um convite para conhecer a produção de medicamentos sem participar de negociações.
O presidente Lula afirmou que seu filho não terá privilégios e que ele precisa provar sua inocência no processo. A situação continua em evolução, com o próximo passo sendo a definição do destino dos inquéritos pelo STF. Para acompanhar as atualizações, o público pode acessar os canais oficiais do governo e da Justiça.