O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter sob sua relatoria o inquérito que investiga Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por possíveis casos de tráfico de influência no governo federal. Mendonça já indicou a pessoas próximas que deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o caso seja enviado à primeira instância. Assim, espera-se que o ministro Flávio Dino, que cuida de outra investigação relacionada a Lulinha, também mantenha seu processo no STF.
A solicitação da PGR, feita pelo procurador-geral Paulo Gonet, gerou surpresa, uma vez que em julho a própria PGR havia se manifestado a favor do sorteio da relatoria dentro do STF. De acordo com assessores de Mendonça, há desconfiança de que a PGR esteja tentando afastá-lo da condução das investigações, especialmente devido à severidade com que ele tem lidado com casos como o do Banco Master e fraudes do INSS. Por outro lado, a PGR argumenta que, sem autoridades com foro especial envolvidas, não há razão para que o inquérito permaneça na corte. Mendonça, no entanto, acredita que ainda há evidências que podem indicar a participação de autoridades, já que as investigações envolvem negociações de Lulinha com o Ministério da Saúde sobre a comercialização de Cannabis medicinal no Brasil.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e sugere que o inquérito tem motivações políticas. O presidente Lula também afirmou que seu filho não terá privilégios e precisará provar sua inocência. Além disso, o inquérito sob a relatoria de Dino investiga negócios supostamente ilegais entre Lulinha e o governo federal, mas ainda não há detalhes sobre essa apuração. Para acompanhar as atualizações sobre o caso, o público pode acessar documentos no site do STF e acompanhar as sessões pela TV Justiça. A tramitação dos processos e as próximas audiências ainda estão em definição, mas a expectativa é que o tema continue em destaque.