August 19, 2026
Política

MPF Move Ação Contra Renan Santos e MBL por Ataques a Indígenas em 18 de Agosto de 2026

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Na última segunda-feira (17), o Ministério Público Federal (MPF) no Pará entrou com uma ação judicial contra Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão. O MPF pede

MPF Move Ação Contra Renan Santos e MBL por Ataques a Indígenas em 18 de Agosto de 2026

Na última segunda-feira (17), o Ministério Público Federal (MPF) no Pará entrou com uma ação judicial contra Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão. O MPF pede uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos devido a declarações feitas por Renan, que foram consideradas discriminatórias em relação a 14 etnias indígenas do Baixo Tapajós. O órgão alega que suas publicações propagaram “discurso de ódio e racismo”. A ação também envolve o Movimento Brasil Livre (MBL), fundado por Renan.

Os conflitos começaram em janeiro, quando indígenas bloquearam o terminal portuário da Cargill em Santarém, protestando contra um plano de hidrovias do governo. Após um mês de manifestações, a pressão levou o governo a revogar um decreto criticado pelos manifestantes, o que resultou na desmontagem do acampamento. Renan, em um vídeo, se referiu aos indígenas como “um bando de índio vagabundo” e criticou a situação que, segundo ele, atrapalhou caminhoneiros e o escoamento da produção agrícola.

Na ação, o MPF solicita que a Justiça Federal determine a remoção imediata das postagens ofensivas e proíba Renan e o MBL de publicarem novos conteúdos que deslegitimem a identidade étnica dos povos indígenas, sob pena de multa diária de R$ 3.000 em caso de descumprimento. Em um evento da CNT (Confederação Nacional de Transportes), Renan se defendeu, afirmando que suas declarações foram mal interpretadas e que ele não tem preconceito.

Para quem se interessa em acompanhar o andamento dessa situação, é possível verificar as atualizações nos sites oficiais do MPF e da Justiça Federal. Além disso, denúncias e reclamações podem ser feitas através dos canais disponíveis no site do MPF. Os próximos passos incluem a tramitação da ação e possíveis audiências públicas sobre o tema.

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