A Executiva Nacional do PSB decidiu, no dia 13 de outubro, barrar candidaturas majoritárias em Rondônia após firmar uma aliança com o PT. Entre os nomes vetados está Neidinha Suruí, uma conhecida líder indigenista que pretendia concorrer ao Senado. Ela, que é mãe da ativista Txai Suruí, afirmou que nunca foi contatada pelo presidente do PSB, João Campos, e criticou a direção do partido por violência de gênero, ressaltando que muitas mulheres enfrentam essa situação na política sem se manifestar.
A decisão do PSB resultou na dissolução do diretório estadual e anulou a convenção de julho, que havia lançado Neidinha ao Senado e Samuel Costa ao governo. Neidinha acredita que sua candidatura foi barrada porque não apoiou o candidato do PT ao governo, Expedito Netto, que já apoiou projetos contrários ao meio ambiente. O PSB justificou sua ação afirmando que as candidaturas deveriam ser submetidas à direção nacional, mas membros do diretório destituído argumentam que isso só se aplicava em caso de coligação, o que não ocorreu.
Com a mudança, o PSB indicou Rosângela Cipriano para o Senado na chapa com o PT, que já conta com os nomes de Luciana Oliveira e Aires Mota. Contudo, o registro de Cipriano ainda não foi feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para quem deseja acompanhar as discussões e decisões do PSB ou do PT, é possível acompanhar as sessões nas redes sociais dos partidos e acessar documentos oficiais em seus sites.
Os próximos passos incluem a tramitação das candidaturas e a definição da agenda de votação, além de possíveis audiências públicas para discutir as diretrizes da coligação e a participação dos candidatos.