Na última segunda-feira (17), a ministra do STF Cármen Lúcia fez uma palestra na PUC-SP, onde comentou sobre a imperfeição das Constituições e defendeu a atual, mesmo diante de críticas sobre seu tamanho. Durante a aula magna, organizada pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, ela falou sobre o papel da Constituição na defesa do Estado de Direito, ressaltando que o direito deve servir ao ser humano e não o contrário. Cármen Lúcia, que é a única mulher no Supremo atualmente, também trouxe à tona a importância da prática democrática nas relações do dia a dia.
A ministra contou uma situação pessoal em que pediu a um sobrinho-neto para desligar o tablet, questionando se essa atitude a tornava menos democrata. Ela enfatizou que a democracia deve ser exercida constantemente, não apenas nas instituições, mas nas interações cotidianas. Além disso, Cármen Lúcia alertou sobre interpretações jurídicas que podem causar sofrimento às pessoas, destacando que decisões devem ter um impacto positivo na vida dos cidadãos.
O evento também lembrou momentos de autoritarismo que ocorreram na PUC-SP durante a ditadura militar. A presidente do centro acadêmico, Lais Hera, mencionou a invasão da universidade pelo regime em 1977, um episódio marcante na história da instituição. Ao final da palestra, a ministra não comentou sobre o projeto de código de ética que está relator, patrocinado pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Para quem se interessar em acompanhar as discussões sobre o papel da Constituição e a atuação do STF, é possível acessar documentações e transmissões de sessões pelo site oficial do Supremo. Além disso, o público pode acompanhar audiências e eventos relacionados ao tema, que são frequentemente divulgados nas redes sociais da instituição.