Na última semana, a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um programa de governo que visa dar continuidade às políticas econômicas atuais, mesmo com a preocupação pelo aumento dos gastos públicos e da dívida. O documento destaca a intenção de manter o arcabouço fiscal e discutir a reforma tributária e o Novo PAC, visando aprofundar essas iniciativas em um possível quarto mandato de Lula.
Entre os pontos abordados, o programa menciona a atual taxa de juros de 14% ao ano como um problema que precisa ser enfrentado. Para isso, há a proposta de limitar o crescimento das despesas, reduzindo o teto de 2,5% para 1,5% ao ano, embora essa mudança não esteja claramente detalhada no documento. O plano também critica o sistema de emendas parlamentares, que consome cerca de 20% dos recursos discricionários, e sugere cortes nas isenções tributárias ineficazes.
O programa ainda propõe aumentar os investimentos em setores como infraestrutura e área social, buscando impulsionar a produtividade. Uma nova edição do Novo PAC está nos planos para obras públicas, além de leilões de concessões de rodovias e ferrovias. O governo também pretende incentivar o mercado imobiliário e aumentar a atuação de investidores institucionais, embora não detalhe como isso será feito. A proposta inclui ainda uma abordagem sobre a valorização do salário mínimo e a proteção dos trabalhadores que atuam em plataformas digitais.
Para acompanhar as discussões e decisões sobre essas propostas, o público pode acessar as sessões da Assembleia Legislativa de Goiás, onde as pautas são debatidas. Informações sobre canais de denúncia e contatos oficiais também estão disponíveis nos sites governamentais. Os próximos passos envolvem a tramitação das propostas e a realização de audiências públicas para discutir suas implicações.